Falar sobre câncer de mama ainda desperta medo, especialmente quando a doença já fez parte da história da família. Mas informação de qualidade transforma ansiedade em atitude e é exatamente esse o ponto que a mastologista Denise Joffily reforça ao abordar o tema.
“O histórico familiar é, sim, um fator de risco importante. Mas ele não é uma sentença”, explica a especialista.
Segundo médica, ter uma mãe, irmã ou filha que enfrentou a doença exige atenção, mas não significa que o diagnóstico será inevitável.
O que realmente merece cuidado é o contexto. Casos diagnosticados antes dos 50 anos, câncer de mama em homens da família ou histórico de câncer de ovário podem indicar a necessidade de uma investigação mais detalhada. “Quando observamos padrões familiares, avaliamos se essa mulher precisa começar os exames mais cedo ou complementar a mamografia com outros métodos”, orienta.

A mastologista também esclarece uma dúvida comum: nem todo câncer de mama é hereditário. Mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2 estão presentes em uma parcela menor dos casos. “Por isso a avaliação é individualizada. Nem toda paciente com histórico familiar precisará de teste genético, mas toda paciente deve passar por orientação adequada”, alerta.
Mais do que gerar preocupação, conhecer a própria história é uma ferramenta de cuidado. Acompanhamento regular, exames no tempo certo e estilo de vida saudável fazem parte dessa estratégia.
“Prevenção é planejamento. Quando a mulher entende seus fatores de risco, ela ganha poder de decisão sobre a própria saúde”, conclui Dra. Denise Joffily.





